Resumo
O ingresso no ensino superior constitui um marco do desenvolvimento crítico na Adultez Emergente, no qual a tomada de decisão vocacional e a perceção de suporte familiar desempenham papéis determinantes no ajustamento académico e na saúde mental do estudante. Fundamentado na Teoria Social Cognitiva da Carreira e na Teoria da Autodeterminação, este estudo quantitativo e transversal analisou a perceção da influência parental na escolha do curso universitário e a respetiva relação com o bem-estar psicológico. A amostra incluiu 60 estudantes do 1.º ano de licenciatura em instituições de ensino superior no norte interior de Portugal (M = 18.98 anos; 50% do sexo feminino). Os instrumentos aplicados foram um questionário sociodemográfico/vocacional e a Escala de Medida de Manifestação de Bem-Estar Psicológico (EMMBEP). Os participantes relataram níveis médios a elevados de bem-estar psicológico (M = 87.35, DP = 13.22). Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas nesta variável em função da motivação primária para a escolha do curso ou do apoio parental percebido (p > .05). Contudo, a intenção de mudança de curso associou-se a pontuações significativamente inferiores nas dimensões de Felicidade e Controlo de Si e dos Acontecimentos. Conclui-se que o suporte parental atua como um recurso contextual facilitador da autonomia, ao passo que o desajuste vocacional percebido compromete a mestria e os afetos positivos do estudante.

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